A capital do Texas se apresentava, obviamente e previamente, antes de eu conhece-la, como também, cidade representativa para o estilo country. Assim, isso no meu imaginário e pelo pouco que eu conversei com pessoas próximas que já conheciam o Texas. Mas…
História
Em Austin, autenticidade vem de berço (e a galope!).
Por Karyn Mattos (sem traços de IA)
A capital do Texas se apresentava, obviamente e previamente, antes de eu conhece-la, como também, cidade representativa para o estilo country. Assim, isso no meu imaginário e pelo pouco que eu conversei com pessoas próximas que já conheciam o Texas. Mas… não fazia ideia o quanto botas e chapéus estariam presentes nos looks do dia cotidianos das pessoas que encontrei por lá.
Lindo de ver!

Lindo de ver esse abraçar a cultura, que claramente para eles É a sua cultura e então, nada mais normal. Para quem vê e pensa de fora, num primeiro momento dá uma sensação de estranhamento, mas aí você precisa colocar sua capa de turista empático e pensar: não estou na minha terra, vim aqui pra conhecer e abrir o olhar, e que bommmm que é diferente, caso contrário, qual o motivo de pegar um avião, se preparar, cruzar o oceano, pagar caro não só na passagem, mas no ingresso do maior festival de inovação do mundo?!
Se é pra ver tudo igual, tudo igual se tem em casa né (às vezes nem assim e que bom também!).

O slogan clássico da cidade não estampa somente camisetas, estampa a mentalidade dos americanos de lá: keep Austin weird (mantenha Austin estranha), inspira e nos faz refletir o quanto o estranho e o tradicionalíssimo country conseguem coexistir, claro, sem esquecer da tecnologia que traz um certo ar minimalista, mas não se deixe enganar pelo uniforme de Steve Jobs. Ali o minimalismo sempre vem acompanhado de uma bandana, botas vintage ou uma calça jeans antiga, usada como tem de ser usada mesmo, com marcas de uso que não são desleixo: são memórias de vida!
Austin valoriza a natureza, a educação, a limpeza, a organização e mantém um ar de cidade pequena mesmo com seu 1MM de habitantes. Ficamos um pouco a mais do que os dias do SXSW e pudemos ver como o movimento da cidade mudou após seu término. A vida pacata pareceu ter voltado de onde também parece nunca ter saído. Austin se mostrou receptiva, kind, alegre e aberta ao novo. A cultura do cavalo coexiste com a dos carros Waymo sem motoristas e os inúmeros imigrantes, colegas nossos, latinos. Talvez Por isso um certo calor humano, mas sempre com respeito, fala baixa, sorriso no olhar e um aparente orgulho de fazer parte daquele lugar.

Os que nasceram ali coexistem com os que a cidade acolheu e que transparecem terem vindo sempre dali; a nós turistas, ensinamentos de orgulho, comércio local, marketing, gentileza, educação, tudo isso que vem com o lisfestyle do country. Afinal, quando se respeita a terra, se respeitam as pessoas. A cultura é autentica e coexistem tradição e modernidade, historia e inovação. São novos tempos de IA, mas permanecem os valores (humanos) enraizados do lugar. Tudo literalmente vem rápido, a galope. Mas o que está enraizado resiste e reflete a emoção, a a arte, a artesania, o toque, o cheiro do couro, a textura, o valor dos tempos, o resgate do analógico do vinil e das cassetes, e com isso, o brilho no olhar que nenhum IA consegue roubar.